Imagine homens quem vivem numa especie de morada subterranea, que possui uma entrada que se abre pára a luz; no interior desta morada eles estão desde o nascimento, acorrentados de modo a ficarem imobilizados no mesmo lugar, só vendo o que se passa a sua frente.
Com efeito, pode-se crer que homens em tal situação tenham visto anteriormente algo que não suas sombras projetadas no fundo de tal morada? Não acham que tomariam por reais as sombras que avistam?
Portanto, se um desses homens fosse libertado e imediatamente forçado a se levantar e virar seu pescoço em direção a luz, com certeza sofreria em virtude do ofuscamento. O que acha que ele responderia se lhe fosse dito que tudo quanto vira até então não passava de quimeras? Não acha que ele consideraria mais verdadeiras as coisas que vira até então em toda a sua vida?
Com efeito, pode-se crer que homens em tal situação tenham visto anteriormente algo que não suas sombras projetadas no fundo de tal morada? Não acham que tomariam por reais as sombras que avistam?
Portanto, se um desses homens fosse libertado e imediatamente forçado a se levantar e virar seu pescoço em direção a luz, com certeza sofreria em virtude do ofuscamento. O que acha que ele responderia se lhe fosse dito que tudo quanto vira até então não passava de quimeras? Não acha que ele consideraria mais verdadeiras as coisas que vira até então em toda a sua vida?
Supõe agora que ele fosse arrancado à força de sua caverna e obrigado a caminhar na superficie sob a luz do sol; não acha que se afligiria e se irritaria por ter sido arrastado de tal maneira? E que, uma vez na luz, completamente ofuscado, poderia ele distinguir uma só das coisas verdadeiras?
Necessitaria ele de habito para distinguir os vultos, depois as formas e então os detalhes das coisas reais. Tendo ele então se deparado com a verdadeira realidade, nao acha que ao se lembra de sua primeira morada, da torpe sabedoria que la se processa e dos seus antigos companheiros de prisão, ele nao se rejubilaria com a mudança e lastimaria estes ultimos?
Suponhamos que este homem retornasse a caverna, não estaria ele cegado pelas trevas e causaria risos de seus antigos companheiros? Nao diriam eles que sua ascensão lhe causara a ruina das vistas e que portanto, nao valeria a pena sair?
E se alguem tentasse libertá-los e conduzi-los até a luz, não acham que se eles pudessem pega-lo e mata-lo não o fariam?
O Mito da Caverna, de Platão. Sintetizado por:
Reinaldo Braga e Bruno Bontempo
2 comentários:
haha olha só! eu já tinha ouvido uma história parecida, mas usando como exemplo ratos, rs. De qualquer maneira,o texto é muito legal e questiona de certa forma algo que eu venho pensando ultimamente. A realidade. Até onde o que conhecemos como realidade é mesmo real? e aquilo que consideramos irreal que na verdade pode ser mais real que o "nosso real"? hahah, acho que viajei muito :S mas é isso...Bjos
creio que a felicidade desses homens seja restrita, porém além de ser mais real "para eles" pq vivem, seja melhor do que a minha, ou até mesmo a nossa.. pois o padrão que estamos actumados cresce todos os dias, nos deixando então um pouco confuso... sabe, as x penso em me trancar em algum lugar, um lugar que não seja meu "eu"
saudade de você. hoje dormirei cedo..então até amanhã. estou com febre
:*
e te amo my brother friend
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